Domingo, 15 de Junho de 2008

Orientações Nutricionais – Treino de Futsal

O futsal é uma modalidade desportiva caracterizada pela movimentação constante, exigindo do atleta um bom preparo físico e nutricional. O Atleta deve ter uma alimentação balanceada, que contenha carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e sais minerais em quantidades adequadas. Devem consumir diariamente cereais, leguminosas, legumes, verduras, frutas, carnes, leite e derivados;
Frutas, verduras e legumes são ótimas fontes de vitaminas, minerais, fibras e água (os minerais são indispensáveis para nossa contração muscular).

Algumas dicas importantes:
Nunca comece seu treinamento em jejum, seu organismo precisa da energia dos alimentos, caso contrário a energia será retirada do seu músculo, deixando-o fraco;

Alimentação antes do exercício:
A refeição ideal antes do exercício deve ser composta basicamente por carboidratos, ser moderada em proteínas e pobre em gorduras. (pães, macarrão, frutas, bolo sem cobertura…).

Obs.
As refeições ricas em gorduras oferecidas antes do exercício podem causar desconforto gástrico e cansaço.

Alimentação durante o exercício:
quando o treino durar mais de 1 hora, intercalar isotônico com água, caso o treino for muito exaustivo a cada 45 minutos pode-se fazer uma reposição com carboidrato.
Após a prática de exercícios, procure consumir carboidratos para repor suas energias gastas durante a realização dos exercícios e consuma também alimentos fontes de proteínas para recuperar o seu músculo.

Hidratação:
A ingestão de líquidos deve acontecer antes, durante e depois da prática esportiva

2 h antes do exercício:
ingestão de 500 mL de líquidos

A partir de 1 h de exercício:
600 - 1200 mL de líquidos por hora de exercício
Carboidratos e eletrólitos são essenciais como repositores energéticos e retardam a fadiga (isotônicos)

Hidratar a cada 15 - 20 minutos de exercícios (200 mL)
Pesar antes e após a competição ou treino é um procedimento simples e efetivo para determinar o quanto de líquidos deve ser ingerido, pois o peso perdido durante o exercício é em sua maioria água.

Mariana Escobar
(Nutricionista especializada em fisiologia do exercício.)

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

As Grandes Obras são sonhadas pelos génios, executadas pelos lutadores, desfrutadas pelos felizes e criticadas pelos inuteis crónicos.

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Cooperação vs Competição

Cooperação é uma relação de entreajuda entre os atletas, no entanto, por norma o treinador também pretende (e incute) a Competição entre os atletas, o que é contra sensual, visto que a cooperação, de certa forma, se opõe à competição…Assim sendo, fica a pergunta:
Como é possível trabalhar a competição e a cooperação entre atletas da mesma equipa?
É fácil…
O desejo de um atleta em competir com os outros da mesma equipa é no sentido de obter um estatuto mais elevado dentro do grupo, ou seja, demonstrar a sua importância na equipa, quer a nível comportamental, quer na execução correcta do modelo de jogo estabelecido, para que o treinador o considere um exemplo e uma das suas principais opções da EQUIPA. Assim sendo, o treinador terá que utilizar esta competição diária entre os atletas, como o principal catalisador da acção cooperativa, demonstrando que a mesma tem apenas um objectivo comum, a organização colectiva, porque só e apenas com a cooperação entre todos se conseguirá ter sucesso ao competir com outras equipas.
Por isso, o treinador tem que vincar, diariamente, a importância da entreajuda e da cooperação entre os seu atletas, pois por muito bem que um atleta cumpra, atinja os níveis pretendidos e até seja o melhor em tudo, se não ajudar os outros a atingirem o mesmo patamar e enveredar por uma atitude egoísta e individualista, JAMAIS atingirá o sucesso, pois NUNCA ninguém venceu jogos sozinho…
Resumindo, o treinador deve, por isso, fomentar e incutir diariamente aquilo ao que eu chamo de “competição cooperativa”, demonstrando que o sentido principal é alcançar objectivos comuns, e que só apenas um terá que sair sempre a ganhar…a EQUIPA!

Domingo, 18 de Maio de 2008

Fair Play .... Precisa-se

A arbitragem, continua a ser, o alvo preferencial para todas as polémicas, servindo como um verdadeiro “escape” a alguns agentes desportivos, que, em vez de auto retratarem-se, procuram desviar as atenções dos seus fracassos pessoais e desportivos, com ataques sucessivos aos árbitros e à arbitragem em geral.

Porque não procuram dissecar os verdadeiros motivos, dentro do próprio clube?

Por exemplo, na má constituição ou formação do plantel, na qualidade dos Treinadores, ou na assiduidade dos atletas aos treinos, que os condicionam de obterem uma boa prestação nos jogos, entre outros factores…

Estes sim, são motivos muito importantes, sobre os quais se deveria reflectir!

Os árbitros, tal como os dirigentes, treinadores e atletas, são seres humanos, por isso, também têm direito a errar.

É notória a grande dificuldade de percepção, dos vários agentes desportivos, sobre esta matéria, por isso, seja sempre mais fácil atirar a culpa para quem apita, porque os árbitros, são e serão sempre “o elo mais fraco”.

É gritante, que durante o tempo regulamentar de um jogo, qualquer erro existente, seja este, do guarda-redes que sofreu um “frango”, do ala que falhou um golo de baliza aberta, ou do treinador, que errou numa substituição, aos olhos do público, o árbitro é quem tem sempre a culpa de tudo! é lamentável!

Tenho consciência, que existe alguma displicência por parte de alguns árbitros, onde alguns, por vestirem um equipamento “preto”, usam e abusam de uma certa prepotência e arrogância, julgando-se os donos da razão, mas, perante estes casos, devem os clubes, ter a lucidez suficiente, para saber distinguir os bons dos medíocres.

Contudo, a arbitragem vai continuar a ser o “alvo fácil”, daqueles “vulgares cidadãos”, que aproveitam os fim de semana desportivos, para descarregarem o stress de uma semana de trabalho. Esquecendo-se porém, que os árbitros também trabalham, também estão sob um constante stress, e naquele momento, estão a privar-se da sua vida pessoal, para estarem ao serviço do desporto, contribuindo para o desenvolvimento e sucesso da modalidade.

Todos os agentes desportivos, devem de uma vez por todas entender, que os árbitros entram na superfície de jogo, apenas, com o intuito de fazer cumprir as leis de jogo, para que este, se desenrole da melhor maneira possível, e, não para prejudicar esta ou aquela equipa, como muitos querem fazer passar a ideia…

Por vezes, são os próprios atletas, treinadores ou até mesmo os delegados, que despoletam durante o jogo, situações bizarras, por vezes com o intuito de complicar o bom desenrolamento deste, levando a que os árbitros tenham de intervir de uma forma mais ríspida.

Antes de atirarem a culpa aos outros, neste caso, aos árbitros, situação corrente, procurem antes, encontrar o erro dentro do vosso próprio clube.

Tanto nas vitórias, como nas derrotas, é preciso ter e manter sempre, o FAIR PLAY.

Sábado, 10 de Maio de 2008

Vitórias ou aprendizagem?

FORMAÇÃO DE JOGADORES DE FUTSAL ENTRE SO 8 E 12 ANOS.
Um estudo simples feito pelas equipas de Futsal do Campeonato Distrital de Escolas da Associação de Futebol do Porto, levou-me a pensar, se a formação no Futsal, nomeadamente na zona norte do país estava a ser bem delineada.
De facto, se repararmos, cerca de 23 equipas que participam no campeonato atrás referido, somente 13 possuem equipas seniores. Contudo, não é só esta disparidade de realidades em que deparei tais divergências. É usual ver nos nossos pavilhões diversas crianças que não podem (ou não lhes deixam fazer aquilo que mais gostam), jogar Futsal.
Será que é mais importante ganhar jogos, do que ver uma criança com um sorriso nos lábios?
Quantas são as vezes que vemos uma criança triste mesmo quando a sua equipa ganha?
Existem várias pessoas relacionadas com a formação do jovem desportista, nomeadamente o Professor/Treinador e o Pai. Em conjunto podem realizar uma formação adequada à actividade desportiva da criança, o Professor/Treinador na metodologia e acção pedagógica e o Pai na orientação educacional diária.
Se verificarmos o futuro da criança no Futsal está directamente relacionado com as acções metodológicas do Professor/Treinador. Mas, o que faz parecer incompetente nas tarefas realizadas com a criança?
Na minha opinião adoptar uma mentalidade fomentadora na produção de um craque, um campeão será uma ideia errada nas tarefas da criança. Essa postura leva a que sejam inseridos nas tarefas realizadas pelo Professor/Treinador, temas como treinos físicos, técnicos específicos, contrariando assim as necessidades da criança. Sendo assim, a criança é levada para e especialização desportiva e consequentemente a busca de rendimento, valorizando o resultado imediato e é um facto que não concordo com isso.
É um facto que queremos craques, mas esses craques têm de ser trabalhados ao longo da sua actividade desportiva e sempre em prol da equipa e nunca ao contrário.

João Moreira
Treinador de Futsal

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Liberdade de expressão

Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. É um conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral.
Os governos podem, sob a égide das Organização das Nações Unidas e dos países que dela fazem parte, limitar formas particulares de expressão, tais como aquelas que promovam o incitamento ao ódio racial, nacional ou religioso ou ainda o apelo à violência contra um indivíduo ou uma comunidade (o que coloca em contradição de legitimidade o próprio conceito desta, visto que não existe liberdade sem a plenitude das livres ideias; o direito mais básico de um ser humano é o de gostar ou não de algo em específico, e algo tão instintivo não pode ser sequer oprimido pelo estado anti-natural de coisas; a censura parcial e a censura plena são partes de um mesmo todo; duas faces de uma mesma moeda).
Segundo a legislação internacional, as limitações ao discurso livre devem atender a três condições: ser baseadas na Lei, perseguir um objectivo reconhecido como legítimo e ser necessárias à realização desse objectivo.
Dentre os objectivos considerados legítimos está a protecção dos direitos e da integridade moral de outros (protecção contra a difamação, calúnia ou injúria); a protecção da ordem pública, da segurança nacional, da saúde e do bem comum.

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Frase marcante

Na apresentação do seu livro, o professor Jorge Araújo impressionou dizendo a seguinte frase:
"Não trato os atletas de forma igual, trato todos com justiça, mas não de forma igual!"
É uma frase que dá para pensar....
então o próprio explicou:
"Em Portugal, a maioria dos treinadores cometem o erro em dizer que os atletas são todos iguais e que devem ser tratados todos da mesma forma, no entanto, isto é um erro crasso, pois os atletas que se empenham mais, que se preocupam com o bem estar da equipa, dos seus colegas e que cumprem o que é pedido pelo seu técnico têm obviamente que ser tratados de forma diferente dos que não o fazem…Por isso, sou justo, e trato-os da forma que cada um merece, quem trabalha mais e melhor é logicamente mais beneficiado, e é importante o treinador demarcar perante a equipa essa mesma diferença".
Perante esta explicação… só uma resposta:
Concordo perfeitamente.

Domingo, 27 de Abril de 2008

Formação de jogadores de Futsal entre as idades 8 e 12 anos. Vitórias ou Aprendizagem?

Um estudo simples feito pelas equipas de futsal do Campeonato Distrital de Escolas da Associação de Futebol do Porto, levou-me a pensar se a formação do Futsal, nomeadamente na zona norte do país estava a ser bem delineada. De facto, reparamos que cerca das 23 equipas a participarem no campeonato atrás referido somente 13 equipas possuem escalões seniores. Contudo, não é só nesta disparidade de realidades que detectei tais divergências. É usual ver nos nossos pavilhões diversas crianças que não podem (ou não deixam fazer aquilo que mais gostam de fazer), jogar futsal. Será que é mais importante ganhar jogos do que ver uma criança com um sorriso nos lábios? Quantas são as vezes que vemos uma criança triste no fim de um jogo mesmo que a sua equipa tenha ganho?
Existem várias pessoas relacionadas com a formação do jovem desportista no qual eu seleccionei, para mim, os mais importantes; o professor/treinador e o pai. Em conjunto podem realizar uma formação adequada na actividade desportiva da criança, o professor/treinador na metodologia e acção pedagógica, o pai na orientação educacional diária. Contudo quando mal orientados podem ter um efeito contrario ao pretendido. Se verificarmos o futuro da criança no futsal está directamente relacionado com as acções metodológicas do professor/treinador.
Mas, o que faz parecer incompetente nas tarefas realizadas com a criança? Na minha opinião adoptar uma mentalidade fomentando a “ produção” de um craque, um campeão será uma ideia errada nas tarefas com a criança. Essa postura leva a que sejam inseridos nas tarefas realizadas pelo professor/treinador, temas como treinos físicos, técnicos específicos, contrariando as necessidades das crianças. Sendo assim, a criança é levada para a especialização desportiva e consequentemente a busca de rendimento, valorizando o resultado imediato.
É um facto que queremos craques, mas esses craques têm de ser trabalhados ao longo da sua actividade desportiva e sempre em prol da equipa e nunca o contrário.
Autor: João Manuel Sousa Moreira

Chefe ou Líder?

Os principais estudiosos de Liderança começam a identificar nítidas diferenças entre um Chefe e um Líder.
Parece oportuno, traçarmos um paralelo entre estas duas posição.
Chefiar é fazer com que as pessoas façam o que é "preciso"
Liderar é fazer com que as pessoas queiram fazer o que é preciso.

Os Chefes empurram
Os líderes puxam
Os Chefes comandam
Os líderes comunicam
Os Chefes são mestres
Os líderes são maestros
Os Chefes são comandantes
Os líderes são treinadores
Os Chefes são os donos da voz mais alta
Os líderes dos ouvidos mais acurados
O Chefe administra
O líder inova
Os Chefes é um cópia
O líder é um original
O Chefe mantém
O líder desenvolve
O Chefe focaliza os sistemas e a estrutura
O líder inspira confiança
O Chefe pergunta "como" e "quando"
O líder pergunta "o quê" e "por quê?"
O Chefe convive melhor no "status-quo"
O líder desafia, muda
O Chefe é um bom soldado
O líder é ele mesmo
O Chefe faz a coisa corretamente
O líder faz a coisa certa
O Chefe obtém resultados através - ou apesar - das pessoas
O líder desenvolve pessoas e grupo
O Chefe quer segurança e estabilidade
O líder quer desafios
O Chefe busca "status" de vida
O líder privilegia qualidade
Os Chefes são obedientes
Os líderes contestadores
Os Chefes são fazedores
Os líderes criativos.

A genealidade dos líderes não está em obter conquistas pessoais, mas em libertar o talento de outras pessoas.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Árbitro - Seu comportamento

Desde sempre, o tema arbitragem constitui permanente actualidade.
Todas as épocas, devido ao acumular de situações,tudo o que se relaciona com os árbitros é severamente analisado e julgado,adquirindo tal paixão que não se sabe de que lado está a razão.
Vamos, pelo árbitro, pensando um pouco sobre as circunstâncias que o rodeiam e o envolvem,aos próprios condicionamentos que impõem em si um jogo. Existem três fases bem diferentes.Preocupação e ambiente antes da partida, direcção e ambiente da mesma e o que se passa para além do jogo.
A preocupação antes da partida do árbitro é completamente pessoal, e não se pode fugir a ele ainda que se tente. Factores como o estado actual das equipas que vão actuar, ou classificação, jogadores que a integram, etc., mais tudo aquilo que se passou pelo resultado obtido na arbitragem em jogos anteriores de qualquer uma delas, não condicionem mas podem causar um estado moral e psíquico que, por vezes, se reflectem na actuação durante o jogo. Desde sempre que se fala aos árbitros na “preparação dos jogos”, referindo-se com isso, não uma melhor preparação físico - atlética, mas sim o estudo das possíveis reincidências que se irão apresentar, e as soluções que ele pode oferecer. Pensamos que isto pode condicionar, e de facto condiciona.
Seria mais adequado analisar as características individuais e colectivas de ambas as equipas, o seu ritmo de jogo, os seus planos tácticos e estratégicos, tudo isso vai condicionar a sua actuação, obrigando a acelerar ou retardar o seu ritmo de corrida.
Por todos estes factos, o árbitro deve analisar de forma diferente qualquer jogo que vá actuar, e por isso, ainda se ouve dizer que “cada jogo requer seu árbitro”. Discordamos de quem assim fala. Será mais correcto dizer-se que este jogo exige uma visão e atenção diferente do árbitro que for chamado para actuar.
Existem jogos em que se pode aplicar a lei da vantagem, mas outros há em que as faltas devem ser assinaladas constantemente. E não é um capricho do árbitro, mas sim a própria natureza da partida. Na sua direcção, intervêm factores físicos que o árbitro não pode ignorar.
Aceitamos o seu conhecimento técnico das leis do jogo e supomos até que, alguns deles, possam conhecer mesmo alguma técnica, táctica e estratégia do jogo em si.
A evolução dos sistemas, a aplicação de novas tácticas e, principalmente, a melhor condição física dos jogadores no respeitante à velocidade - resistência, requerem também do árbitro “mais presença”.
O árbitro para dirigir o jogo tem que se adaptar a esse mesmo jogo, e tomar as suas decisões conforme o seu decorrer. Portanto, é necessário que o árbitro possua uma perfeita noção da sua responsabilidade, que a sua forma esteja sempre compatível com a exigência do encontro que vai dirigir e, para isso, necessita estar preparado não só tecnicamente mas também fisicamente.
A tensão e o parcialismo que impera em muitos espectadores, impede o julgamento correcto do árbitro.
Para os que pretendem ser árbitros é necessário que possuam determinadas qualidades. Entre elas, que um juiz de qualquer modalidade não poderá existir se não possuir uma estrutura humana, digna e convincente. Antes de mais, deve ser formada a sua personalidade, e essa formação exige educação. A personalidade pode até impor o árbitro como tal, mas também pode criar-lhe embaraços no seu auto-domínio. Nada de exageros inúteis e até prejudiciais à sua função de julgar.
O juiz árbitro necessita de conhecer o articulado das leis e não apenas possuir um conhecimento teórico, confundindo a sua aplicação e misturando as sanções. Terá que ser o homem mais digno do espectáculo, mesmo que a sua dignidade possa ser contestada pelo público.

Ferreira da Costa
(Jornalista)